quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Confira as diferenças entre as edições normal
e especial de A Batalha do Apocalipse

Em primeiro lugar, este é um post de agradecimento. Agradecimento a vocês, queridos leitores, pela força, pela empolgação, por todas coisas boas que aconteceram este ano. Por causa de vocês, hoje eu vivo de literatura. Sobrevivo graças ao meu público, penso e respiro histórias fantásticas e o mínimo que posso fazer é retribuir com mais aventuras.

Desde o lançamento de “A Batalha do Apocalipse” pela Verus que muitos me escrevem pedindo um segundo livro. Mas um romance não é só feito de ideias, mas também de muito trabalho, então seria impossível lançar outra obra ainda este ano. Em reunião com a minha editora, então, pensamos em como daríamos um presente de Natal para os fãs do universo, e depois de longos debates surgiu a proposta de uma publicação especial.



A edição de Natal de ABdA foi toda escrita por mim e ilustrada pelo desenhista Andrés Ramos (o Amigo Imaginário, do NerdCast) com toda dedicação à galera que quer conhecer mais sobre este “mundo”. O material extra expande o universo e abre caminho para a nova série de livros, a ser lançada no ano que vem.

Espero que gostem. A obra foi feita para vocês. É o nosso presente aos leitores fiéis, que desejam explorar a natureza das castas, as dimensões paralelas, as nações antediluvianas, e conhecer mais sobre a hierarquia celeste.

A todos vocês, muito obrigado!

O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR
 
Castas – Ilustrações, símbolos e descrição de cada casta de anjos, quem são elas e onde atuam.
 
Divindades – Cada um dos poderes angélicos, como funcionam e seus efeitos.



Hierarquia Infernal – O organograma que mostra a divisão de poder no inferno.
Hierarquia Celeste (antes da queda) – Como estava organizado o paraíso antes de queda de Lúcifer.
Hierarquia Celeste (atualmente) – Divisão atual de poder, incluindo os exércitos de Gabriel e as tropas do arcanjo Miguel.
As Sete Camadas Celestes – O que há em cada céu, e qual casta o governa.

Cronologia Terrestre – Texto explica a origem da raça humana desde antes do dilúvio até os dias de hoje.
 
Genealogia Terrestre – Organograma mostrando as famílias humanas e os principais impérios antediluvianos.
Capítulos excluídos – Trechos cortados na versão em brochura.
Capítulo extra – Trecho inédito que faz ligação entre “A Batalha do Apocalipse” com a nova série de livros.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saiba como foi a entrevista no Jô; programa vai ao ar dia 22/11

Foto tirada do celular. Qualidade ruim, mas vale o registro.

Finalmente o NerdPower chegou ao topo da pirâmide da conspiração A.C.R.E. Na quarta-feira (26/10) estive dentro dos estúdios da Rede Globo em SP para gravar o Programa do Jô.


A entrevista vai ao ar dia 22/11 (é uma segunda-feira). Avisem aos amigos :-)


No ventre da baleia.


O papo foi legal e se focou no processo criativo e no case - do Jovem Nerd às livrarias. A única coisa ruim é que foi curtinho, apenas 15 minutos, que é o tamanho padrão de um bloco.


Levei uma camisa NerdPower para o Gordo, mas a produção não permitiu que eu entrasse com nada (vai entender), então não deu pra entregar durante a entrevista.


Estou ansioso para ver o resultado :-)


MULTIRIO, 28.10


A entrevista gravada para o programa “Rio, uma Cidade de Leitores”, sobre ficção mitológica vai ao ar nesta quinta-feira, às 8h, simultaneamente na Band Rio e no canal 14 da Net. Às 13h tem reprise no canal 14.


Para aqueles que estiverem trabalhando ou estudando neste dia, o programa será reapresentado no domingo, 30, às 13h, apenas no canal 14.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Em novembro, sessões de autógrafos no Rio, Brasília, BH, Porto Alegre e São Paulo


Aos queridos leitores e amigos,


No mês de novembro estarei no Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre para bate-papos e sessões de autógrafos. Espero encontrá-los por lá. Confira a programação.


RIO DE JANEIRO – PAPO LITERÁRIO (05/11)


Onde: Livraria Saraiva MegaStore do Rio Sul 3o piso (veja como chegar).


Quando: Dia 05 de novembro (sexta), às 19h.


O que vai rolar: Bate-papo e sessões de autógrafos .


Entrada: Franca.


BRASÍLIA – AÇOUGUE CULTURAL T-BONE (11/11)


Onde: Açougue Cultural T-Bone (veja como chegar).


Quando: Dia 11 de novembro (quinta), às 19h30.


O que vai rolar: Bate-papo e sessões de autógrafos.


Entrada: Franca.


Dica importante: Chegar cedo – o lugar não é grande. Para o bate-papo haverá distribuição de senhas. Se você não conseguir entrar, não tem problema. Atenderei a TODOS na sessão de autógrafos logo depois.


PORTO ALEGRE – FEIRA DE LIVROS DE PoA (12/11)


Onde: Teatro Sancho Pança, dentro da área da feira (veja como chegar).


Quando: Dia 12 de novembro (sexta), às 19h30.


O que vai rolar: Palestra conjunta com os escritores Raphael Draccon e Leonel Caldela. Depois, sessões de autógrafos.


Entrada: Franca, tanto para a feira quando para o teatro.


Dica importante: Trazer um galerão. O Teatro Sancho Pança tem 500 lugares. Vamos lotar a parada!


BELO HORIZONTE – LIVRARIA LEITURA (18/11)


Onde: Livraria Leitura Pátio Savassi. Av do Contorno, 6061, lojas 235 / 236 (veja como chegar)


Quando: Dia 18 de novembro (quinta), às 19h.


O que vai rolar: Bate-papo e sessões de autógrafos.


Entrada: Franca.


SÃO PAULO – VIRA CULTURA (28/11)


Onde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional - Loja Record.


Quando: Dia 28 de novembro (domingo), às 15h.


O que vai rolar: Bate-papo e autógrafos juntamente com o escritor Raphael Draccon.


Entrada: Franca.


Dica importante: A loja da Record não fica dentro da Cultura, é outra loja dentro da galeria.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Bate-papo e autógrafos em Porto Alegre; Brasília e Jô Soares na pauta

Queridos leitores e amigos,

Em novembro regressarei à terra dos meus ancestrais para uma palestra na Feira do Livro de Porto Alegre. A conversa acontecerá no Teatro Sancho Pança, no dia 12/11 (é uma sexta) às 19h30, com a presença dos fantásticos amigos escritores Raphael Draccon e Leonel Caldela.

A entrada, tanto para a feira quanto para o teatro, É FRANCA!

Depois do bate-papo, partimos para os autógrafos. O Teatro Sancho Pança fica dentro da área de eventos. Espero encontrá-los por lá :-)

BRASÍLIA E JÔ SOARES

Brasília:
É possível que eu esteja em Brasília no dia 11/11. Assim que confirmar, aviso.

Jô Soares: Recebi um convite para ir no Jô. A entrevista seria no próximo dia 26, mas prefiro aguardar a confirmação para anunciar oficialmente. Já peguei na NerdStore uma camisa NerdPower GGG para presentar o Gordo. Vamos torcer!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

“O Aleph”, novo livro de Paulo Coelho, é
tratado de filosofia hindu


Meu primeiro encontro com Paulo Coelho se deu ainda na faculdade, quando, por acaso, fui selecionado para ler O Alquimista”, por conta de um trabalho da aula de Homem e o Fenômeno Religioso, disciplina de primeiro período da PUC.

Li a obra numa tacada, numa chuvosa tarde de sábado, e prontamente a identifiquei como as narrativas de Malba Tahan, pseudônimo do brasileiro Júlio César de Mello e Souza, matemático que usava um personagem nômade para ensinar álgebra e geometria.

Sempre odiei matemática, mas o fato de conseguir visualizar as questões que Tahan propunha, imaginando o deserto, as estrelas, as caravanas, me fazia compreender e até apreciar os difíceis problemas de aritmética propostos por aquela curiosa figura de turbante, montada em seu camelo.

Em “O Alquimista”, Paulo Coelho provavelmente deve ter descoberto, como muitos romancistas, uma coisa chamada “memória sensitiva”, ou seja, a memória associada aos sentimentos. Um bom romance, com uma narrativa que te toque por meio da trama e dos personagens, faz com que você guarde com especial esmero aquela lembrança, armazenando-a e compreendendo-a de maneira muito mais efetiva do que estudando um frio livro didático.


Quando em 1975 James Clavell escreveu Xógum – A Gloriosa Saga do Japão”, ele fez exatamente isso. A narrativa envolvente e os personagens cheios de vida ajudaram o mundo a redescobrir e a adorar a cultura japonesa, mais do que qualquer livro acadêmico.

O ALEPH

Em “O Aleph”, assim como em “O Alquimista” e em vários outros livros seus, Paulo Coelho usa a narrativa para discorrer – agora sobre filosofia oriental. A questão aqui é o Aleph, o Axis Mundi, o centro do mundo, ponto essencial onde tudo “está no mesmo lugar ao mesmo tempo”.

Complicado, mas simples. Esta é a noção hinduísta de eternidade. A eternidade, para os indianos, não é um tempo longo. A eternidade não é algo que dure para sempre. A eternidade não tem nada a ver com o tempo. A eternidade é uma dimensão do aqui e agora em que a noção de tempo é simplesmente desligada. Não importa o que fomos, não importa o que seremos, o que importa é que estamos vivos agora, e isso é uma dádiva maravilhosa.

A ideia do Aleph também nos leva à grande iluminação dos Upanishads, coleção de textos indianos datados do século IX a.C., em que os sábios entendem que todos os céus, infernos, deuses e demônios não são forças externas, mas existem dentro de nós, são representações das nossas energias em conflito.

Portanto, encontrar o Aleph é retornar ao seu ponto de realização, encontrar a essência que te faz vivo. É o Nirvana. Quando você consegue se desprender do medo, do desejo e dos compromissos sociais, o que resta é você mesmo, o seu ponto de êxtase, a sua verdadeira natureza. Dado curioso para os nerds é que para ilustrar isso o narrador chega a evocar a cena da morte de Roy Batty, em “Blade Runner”: quem somos, de onde viemos e para onde vamos?

A TRANSIBERIANA

A história de “O Aleph” se passa durante uma viagem que Paulo Coelho fez pela ferrovia Transiberiana, em 2006, que começa na Rússia européia e termina no Mar do Japão. Durante a jornada, vivenciada pelo próprio escritor, muitos acontecimentos tomam lugar, alguns tão curiosos que fazem a gente questionar se realmente ocorreram.


A resposta para este mistério é simples: não importa. Este é o grande segredo do escritor, que muitas vezes despertou a fúria dos críticos. Não importa a forma, não importa se os acontecimentos da viagem são fato ou imaginação – importa a mensagem. E essa deveria ser também a maneira correta de compreender a própria religião. Se nos ativéssemos mais à mensagem e menos às formas, agiríamos mais como Cristo, como Buda, como Mohamed: julgaríamos menos, amaríamos mais.

PARA QUEM JÁ LEU

Li duas vezes a biografia de Paulo Coelho (“O Mago”), escrita pelo jornalista Fernando Morais, e isso me deu bases para associar a obra a vários aspectos da vida do escritor. Para mim, “O Aleph” é também uma forma de o artista externalizar algumas de suas questões mais profundas, e se perdoar por pecados de outrora. O dominicano que aparece em visões de outra vida, que se acovarda ao deixar sua amada morrer na fogueira, pode ser uma metáfora para Gisa, sua ex-companheira, a quem Paulo virou as costas na prisão do DOI-Codi, durante os duros anos da ditadura militar. A insistente Hilal, incrível violinista que dizia não ter encontrado o seu dom, pode ser uma alegoria para o próprio escritor, que mesmo após estabelecido como compositor famoso ainda não se sentia em paz com sua felicidade.

Um dia, quem sabe, tirarei essas dúvidas com o próprio Paulo Coelho. Um dia, quem sabe. Não agora. Por enquanto, não importa.

LINKS

» Compre “O Aleph”
» Blog de Paulo Coelho
» Twitter do escritor
» Compre “O Alquimista”
» Compre “O Mago”
» Baixe os livros em pdf

OUTRAS RESENHAS DE LIVROS

» “O Caçador de Apóstolos” – Leonel Caldela
» “Dragões de Éter” – Raphael Draccon
» “O Amor na Rede” – Jorge Poggi
» Mais postagens sobre literatura

Lançamentos e autógrafos de "A Batalha do Apocalipse" no Ibirapuera e Campinas, quinta e sexta


Queridos amigos de São Paulo,

Esta semana estarei de volta à Terra da Garoa para dois lançamentos.

Ibirapuera: Na quinta-feira, 30, estarei na Saraiva do Ibirapuera a partir das 19h. (Av. Ibirapuera, 3.103 - Moema - Piso Moema)

Campinas: Na sexta, 01, vou estar na Saraiva de Campinas, também às 19h. (Av. Iguatemi, 777, Vl. Brandina - Campinas)

Nos dois lugares haverá bate-papo e depois sessões de autógrafos. Quem quiser, apareça nem que seja para dar um abraço. Chamem seus amigos e parentes. Tragam seus “A Batalha do Apocalipse”, não importa qual edição. O importante é a SUA presença!

Sul confirmado: Estarei em Curitiba neste mês de outubro para dois eventos. Depois, sigo para Porto Alegre, onde participarei da Feira do Livro, em novembro. Veja as informações aqui.

Outras cidades: Estou brigando junto à editora para o agendamento de sessões de autógrafos em outras cidades do Brasil. Assim que tiver uma posição, aviso por aqui e pelo Twitter.

Aguardo vcs lá :-)

Bjos e abraços.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

“O Caçador de Apóstolos” - como seria se Bernard Cornwell fosse brasileiro e escrevesse fantasia?


Leonel Caldela é sem sombra de dúvidas o Bernard Cornwell brasileiro. Se você gosta do estilo sujo, direto e realista empregado pelo escritor britânico em suas obras literárias, então “O Caçador de Apóstolos” é o livro para você.

O que mais me chamou atenção nesta aventura de Caldela foi a linguagem. É comum os romances de fantasia pegarem leve na violência, nos palavrões, nas cenas de sexo, até para preservar o glamour que sempre é associado a esses mundos fantásticos – eu mesmo sou um que faço isso. Já Leonel transporta, para a fantasia, a dureza da vida real, o que nos convence logo de cara que esse “universo literário” é crível, com sua faceta bela e seu lado igualmente terrível.

“O Caçador de Apóstolos” foi o primeiro romance que eu li do escritor. Os seus livros anteriores nunca antes tinham me chamado atenção, confesso, por serem ambientações ligadas ao RPG “Tormenta”, cenário que eu nunca joguei, uma vez que o “Dungeons & Dragons” e o D20 System sempre atenderam a todas as minhas necessidades RPGísticas.

esta nova obra de Caldela não está atrelada a qualquer mundo de RPG, e por isso decidi arriscar. A surpresa foi tão gratificante que agora procurarei ler “O Crânio e o Corvo” e “O Inimigo do Mundo”, mesmo não conhecendo absolutamente nada de “Tormenta”.

Não gosto muito de, nas minhas resenhas, discutir a trama da obra, para respeitar aqueles que ainda não leram. Assim, não corro o risco de soltar spoilers. Prefiro falar das minhas impressões pessoais. Por isso, colei abaixo a sinopse oficial, afinal o melhor resumo do roteiro é sempre feito pelo próprio autor.

Vida longa à fantasia nacional!

SINOPSE

Haverá dois soldados. Um de Deus e um do diabo.

Foi o que disse a segunda profecia. A primeira falou da corrupção da Voz de Urag, da época em que a líder da Igreja trairia seu povo e faria a guerra contra os cardeais. As profecias avisaram sobre a Voz de Urag, a Voz de Deus, tornada maligna, uma serva do inferno. O surgimento de dois heróis para derrubá-la. E a queda de um deles, revelado como o Soldado do Diabo.




Mas e se for tudo mentira?

O Caçador de Apóstolos apresenta um mundo fantástico, medieval e opressivo, imerso no turbilhão de uma guerra civil. A Igreja governa a terra, mas está sem liderança após a corrupção e morte da última Voz. Os rebeldes lutam numa batalha desesperada contra o domínio da teocracia, contra a própria religião. Uma nova messias se ergue, para levar seu pequeno povo à capital e ocupar seu lugar de direito, cumprindo a vontade de Deus. O fantasma de uma civilização há muito arruinada paira sobre tudo, com seus mistérios e os fragmentos de seu minério divino. Um perplexo escritor observa e narra, misturando verdade e ficção, revelando e escondendo seu próprio papel nos acontecimentos.

O Caçador de Apóstolos é uma história de guerra, religião, idealismo, tragédia e teatro. Um embate entre a fé e o cinismo, o pensamento e a obediência. Em que a verdade e a mentira podem vir da voz dos homens, da voz dos santos — ou da Voz de Deus.

Título: O Caçador de Apóstolos
Autor: Leonel Caldela
Formato: 15,5 x 23 cm, 416 páginas, brochura
Preço: R$ 55,00
ISBN: 978858913447-7

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Baixe gratuitamente os pdfs com as cenas excluídas de “A Batalha do Apocalipse”


Ablon, por Andrés Ramos, o "Amigo Imaginário"

Cuidado! Alguns desses textos contêm revelações sobre o roteiro.

Se você já leu o romance e quer explorar um pouquinho mais deste universo, enquanto o próximo livro não chega às lojas, confira os pdf’s abaixo.

Nesses arquivos, você vai ver o que aconteceu com Ablon depois que ele partiu de Roma, saberá quais são as sete camadas do Céu e presenciará um encontro curioso entre o Anjo Renegado e uma singela família de hebreus fugitivos. Verá mais sobre as castas angélicas e conhecerá um pouco da história humana antes e depois do dilúvio.

» O Mestre do Fogo
» Oásis Feiran
» Atenas
» O Rastro da Morte
»
MTRN
»
Cronologia Humana
»
Castas e Céus

Esses trechos foram excluídos da obra para dar dinamismo à narrativa, já na primeira edição, da NerdBooks. Portanto, são inéditos.

Quer conhecer mais? Você também pode adquirir a coletânea de contos “Imaginários 3”, com o primeiro spin-off oficial da ABdA. Saiba mais aqui.

COMPARE OS PREÇOS

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» Fnac
» Submarino

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Conheça o primeiro spin-off oficial de “A Batalha do Apocalipse”


As histórias do universo do livro “Batalha do Apocalipse” têm sua continuação oficial com o conto “A Torre das Almas”, publicado na coletânea “Imaginários 3”, da editora Draco. Compre aqui.

A ideia começou quando recebi o convite do editor Erick Santos para participar da antologia. Juntos, decidimos aproveitar que os leitores pediam mais aventuras angélicas e decidimos que o meu texto se passaria no “mundo” de ABdA.

Na narrativa, de 10 páginas, um grupo de anjos de Gabriel é enviado à Terra para averiguar o que parece ser um simples caso de espírito aprisionado. No curso da missão, os celestiais encontram pistas de uma possível conspiração que, se confirmada, pode ameaçar os exércitos rebeldes e reverter a balança das forças no céu.

A Torre das Almas” é um ensaio para o meu próximo livro – não indispensável, mas interessante àqueles que desejam acompanhar a mitologia ABdA e conhecer novos personagens da saga.

COMPRE “IMAGINÁRIOS 3”

» Livraria da Cultura
» Livraria Saraiva

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eventos em SP: workshop de Criação Literária (sábado, 28) e Fantasticon (domingo, 29) - TUDO DE GRAÇA!


Clique na imagem para ampliar

Pessoal,

No dia 28 de agosto (sábado) estarei de volta a São Paulo para ministrar o workshop “Criação Literária – do Éter ao Apocalipse”, que acontecerá de 14h às 18h na Thélos Associação Cultural (Rua Ximbó, 165, Aclimação).

A palestra será dada em conjunto com o escritor Raphael Draccon, da série “Dragões de Éter”, e terá por objetivo abordar o processo de criação e a rotina dos escritores profissionais, bem como as dificuldades dos autores iniciantes no Brasil e quais os melhores caminhos para se publicar e divulgar a primeira obra.

É de graça (ou quase) - A entrada do evento é 1 kg de alimento não perecível e o tema é indicado não só a escritores, mas também a quaisquer pessoas interessadas em trabalhar na área de criação (games, quadrinhos, roteiros de cinema, TV e animação).

Participantes do último evento - Para os que estiveram presentes no workshop “A Jornada do Herói”, em janeiro, faço aqui um convite especial. O assunto desta vez será inteiramente novo e teremos um esquema mais dinâmico, com duas apresentações de uma hora e debate no final, com perguntas, respostas e bate papo.

Inscrições - Se você estiver interessado, não perca tempo e faça sua inscrição, pois temos vagas limitadas. Basta enviar um email para aline@thelos.org.br com o subject “Workshop de Criação Literária”, colocando no corpo da mensagem seu nome, idade, cidade e telefone. Você receberá um email de confirmação ou contato telefônico.

Aguardo todos lá para esta grande confraternização de amizade e aprendizado :-)


FANTASTICON

No domingo, 29, às 12h30, estarei na Fantasticon, evento de literatura fantástica, participando de uma mesa sobre literatura nas mídias alternativas.

Às 13h vou autografar a coletênea "Imaginários 3", que publicou um conto meu, "A Torre das Almas", primeiro spin-off oficial de "A Batalha do Apocalipse". Saiba mais sobre o conto aqui.

"Imaginários 3" tem primeiro spin-off oficial de "A Batalha do Apocalipse". Saiba mais.

Veja o endereço e a programação completa no site oficial da Fantasticon. O evento tem entrada franca.


RIO DE JANEIRO

No RJ, vai rolar o curso de "Estrutura Literária", que começa no início de setembro. Faça sua inscrição e veja informações aqui.

LINKS

» Associação Cultural Thélos


VÍDEOS

» Confira os vídeos da última palestra

sábado, 31 de julho de 2010

Veja as fotos da sessão de autógrafos de "A Batalha do Apocalipse" no Rio

Presença VIP de Sr. K. Foto: Marcio Iudice Attie

Aconteceu na noite desta sexta-feira a noite de autógrafos de “A Batalha do Apocalipse” no Rio de Janeiro, na Saraiva do Rio Sul. Veja algumas fotos e confira links.

» Confira as datas das sessões em outras cidades
» Mais sobre o evento no blog “Livros, Filmes e Músicas”

Todos reunidos... Amigos, parentes, alunos. Me senti no final de Lost. Foto: grupo Lensitives

O que repousa à sombra da estátua? Foto: grupo Lensitives

Nick Ellis, em segundo plano, e Carlos Voltos, de verde. Foto: grupo Lensitives

Bluehand ao fundo e em primeiro plano, Pastor Claybom. Foto: grupo Lensitives

Bluehand. Foto: grupo Lensitives

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sessões de autógrafos de “A Batalha do Apocalipse” no Rio de Janeiro e São Paulo

Clique na imagem para ampliar

Galera, escrevo hoje para sucinta e rapidamente convidá-los para as sessões de autógrafos de “A Batalha do Apocalipse”.

RIO DE JANEIRO: No Rio de Janeiro, vai acontecer na PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, dia 30/07, às 19h, na Saraiva Mega Store do Rio Sul. Participação do elenco carioca do NerdCast, incluindo o Bluehand com presença confirmada :-)

SÃO PAULO: Em São Paulo, a parada vai ser durante a Bienal do Livro, dia 21/08, às 15h no stand da editora Record. Jovem Nerd e Azaghal estarão presentes!

OUTRAS CIDADES: A editora está armando sessões em outras cidades. Aviso por aqui assim que tiver mais informações.

Cheguem na hora, porque vai rolar um bate papo antes, uma mini-mesa redonda, onde a gente poderá trocar ideias. Mesmo aqueles que não têm o livro ou possuem a edição antiga, apareçam! E ninguém é obrigado a comprar. A sua presença é que é IMPORTANTE.

Vejo todos lá :-D

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Assista o trailer oficial de “A Batalha do Apocalipse” para exibição em cinemas


Assista direto no YouTube (que é bem melhor). Clique aqui

Começa a ser veiculado nesta sexta-feira, em algumas salas do Rio de Janeiro e São Paulo, o teaser oficial do livro “A Batalha do Apocalipse”, feito pelo designer Leonardo Viana. A peça é parte da campanha publicitária planejada pela editora Record.

As salas que exibirão o trailer são:

RIO DE JANEIRO

São Luiz 1
São Luiz 2
Rio Sul 4
Roxy 1
Kino Leblon 3
Leblon 1
Kino Fash Mall 3

SÃO PAULO

Kino Itaim 4
Kino Itaim 6
Kino D. Pedro 7

Quem por acaso for ao cinema neste fim de semana, fique ligado ;-)

LINKS

» Assista trailer de fã, feito por Marcelo Diniz
» Veja atores para os papeis principais
» ABdA à venda na Saraiva, preço promocional

quarta-feira, 30 de junho de 2010

“A Batalha do Apocalipse” – edição Verus / Record x edição NerdBooks

Clique na imagem para ampliar

Saudações, pessoal!

Este post tem, primeiramente, o objetivo de anunciar que A Batalha do Apocalipse” já está nas livrarias de todo o Brasil. A obra, lançada inicialmente pela NerdStore, a loja virtual do site Jovem Nerd, agora chega às prateleiras por meio do Grupo Editoral Record, através do selo Verus.

Antes se prosseguir, é importante fazer aqui um agradecimento a TODOS os leitores, nerds ou não, que tornaram este sonho possível. Durante quase três anos a galera se empolgou, passou email para as editoras, recomendou aos amigos, comprou exemplares para dar de presente, participou de discussões na Internet, tuitou, foi aos eventos e deu a maior força. Ao todo, vendemos exatamente 4.600 unidades, só pela web – uma vitória para uma edição independente e para um autor estreante.

Com os exemplares da NerdBooks esgotados, muitos me perguntaram qual são as diferenças entre a edição independente e a versão da Record. Abaixo, detalharei os principais pontos.


CAPA

A edição das livrarias propõe um retorno à capa clássica, mas com título em horizontal. Embora a imagem dos anjos lutando com espadas de fogo feita pelo talentosíssimo Harald Stricker (Android) seja uma verdadeira obra de arte, a editora julgou que o desenho dava um ar infanto-juvenil ao romance, e o associava ao nicho nerd – o objetivo agora é vender para o público em geral.

A capa é fosca, com título brilhante e as orelhas têm o mesmo texto da versão da NerdBooks.



PRIMEIRAS PÁGINAS

A edição da Verus / Record replica a imagem da capa em PB nas páginas 1 e 3. Antes, as primeiras folhas são pretas, com o título em branco. Veja na imagem acima.

A versão contém ainda sumário – indicando prólogo, capítulos, glossário e linha do tempo.


TEXTO

Não houve alteração de história. Contudo, o texto foi aprimorado a partir das críticas que vários leitores fizeram sobre a edição da NerdBooks.

Primeiro: a obra passou por uma revisão, que eliminou os pequenos erros de digitação e ortografia que naturalmente acabam passando quando o autor edita o próprio livro.



Segundo: os leitores criticaram muito as constantes repetições de conceito que havia ao longo da narrativa, as repetidas explicações sobre o tecido da realidade, as castas de anjos e o livre-arbítrio. Essas repetições excessivas foram eliminadas em prol da fluidez literária. O glossário continua, para esclarecer quaisquer dúvidas que se tenha ao longo da história.

Terceiro: Excessos de adjetivos foram eliminados e termos prolixos foram substituídos. Eu mesmo fiz essas modificações, então não se preocupem porque isso não prejudicou o estilo de escrita – pelo contrário: o texto ficou mais acessível ao público em geral.

DIAGRAMAÇÃO

Letras: O principal destaque da diagramação são as letras, que aumentaram de tamanho. Muita gente reclamou que a tipologia anterior era muito pequena, e eu concordo. O problema era que, ao aumentá-la, aumentaria também a quantidade de páginas, encarecendo o produto para os nerds. Não queríamos aumentar o preço, por isso mantivemos letras pequenas. Como a tiragem da Verus foi muito maior, eles puderam finalmente ampliar a fonte e manter um preço bom. A quantidade total de páginas é 588, contra 560 da NerdBooks.



Papel: Outra coisa bacana da nova edição é o papel. Usamos o chamois, que é um papel mais amarelado, considerado mais nobre porque reflete menos a luz do que o branco, e cansa menos a vista. Este é papel padrão usado pela Record. Quem tiver em casa qualquer livro do Bernard Cornwell, pode pegar e conferir. Ele também é mais grosso (80 g/m2), encorpando o volume.

Projeto gráfico: O projeto gráfico do miolo (páginas internas) está incrivelmente melhor, até porque fui eu que diagramei a edição da NerdBooks, no meu velho Pagemaker. É impressionante a diferença quando um profissional faz o trabalho. O alinhamento está perfeito, e há separações de sílaba para quebra de linha.

PREÇOS

O preço de capa sugerido é R$ 39,90, mas já há lojas vendendo por R$ 31,90 e até por R$ 29,99. Você pode comprar nas lojas online ou em qualquer livraria.

NÃO ACHOU NAS LIVRARIAS?

Se você não achar ABdA nas livrarias de sua cidade, reclame com o gerente e nos avise! O Grupo Editoral Record conta com o melhor sistema de distribuição do país, e teoricamente o romance deve estar em todas as prateleiras, até do Acre!

AUTÓGRAFOS

Já há sessões de autógrafos programadas para o Rio de Janeiro e São Paulo. Em breve também em outras cidades do Brasil. Espero ver todos lá. Programem suas agendas ;-)

Rio de Janeiro – Dia 30/07, sexta-feira, às 19h, na livraria Saraiva do Rio Sul.

São Paulo – Dia 21/08, sábado, às 15h, no stand da Record, Bienal do Livro de SP.

DÚVIDAS?

Se você ainda tem dúvidas sobre a nova tiragem, me escreva ou faça um comentário neste post que eu te respondo.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Participação na RPGCON II SP – 3 e 4 de julho >> confira os horários


Galera, para aqueles que perguntaram sobre a minha participação na RPGCON II SP, os meus horários serão os seguintes:

- Sábado, às 11h40, Espaço dos Escritores: autógrafos

- Sábado, às 14h, Auditório: mesa redonda (debate)

- Domingo, às 12h30, Auditório: palestra RPG e Literatura

Na palestra sobre RPG e Literatura dividirei o espaço com o escritor e amigo Raphael Draccon (@raphaeldraccon), da série de sucesso "Dragões de Éter". Saiba mais aqui.

E uma boa notícia! Haverá exemplares de “A Batalha do Apocalipse”, edição da Record, à venda no local, para os que tiverem interesse ;-)

O RPGCON II SP acontece nos dias 3 e 4 de julho, no colégio Notredame de São Paulo, próximo ao metrô Sumaré – Rua Alegrete, 168.

Para saber mais, visite o site do evento, aqui!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Elogios e críticas sobre o final de Lost – spoilers aos tubos


Terminei esta semana de assistir à sexta temporada de Lost, atrasado, mas nem tanto. Desta vez, não resisti e copiei os arquivos do amigo Danilo Carneiro (@DaniloCarneiro), devorando a série em apenas um fim de semana. Abaixo, minha opinião sobre o final do programa.

PURGATÓRIO

O nosso pior pesadelo se concretizou. Lost acabou como todos temíamos, e como os produtores prometeram que não terminaria: os personagens estavam mortos!

Não mortos no acidente, mas o efeito foi o mesmo. Se todos chegariam àquele mesmo destino, de que valeu PARA A ILHA todas as provações pelas quais eles passaram? Não seria melhor todos morrerem na 1ª temporada, como Shannon e Boone, uma vez que terminariam no mesmo ponto final?

O último episódio deixa claro que tudo o que foi feito PELA ILHA e pelos 40 sobreviventes foi em vão. Serviu, sim, para REDIMIR cada protagonista de seus traumas e pecados. Assim, a ilha acabou sendo exatamente um purgatório, nada mais do que isso, portanto a premissa de que todos morreram na queda do 815 é de certa forma verdadeira, embora os produtores tenham negado isso veementemente.


OS MÉRITOS DE LOST

Antes de metralhar a sexta temporada, vamos falar um pouco sobre as coisas boas que Lost nos deixou. Não há como negar: a série já é um clássico. E o que é ser um clássico? É aquilo que inspira e lança tendências. Lost foi a grande série dos anos 2000, assim como Arquivo X e Friends foram os destaques dos anos 90.

Alguns dizem que se arrependeram de ter assistido seis temporadas após ver a conclusão “bizonha” que o seriado teve. Eu digo com toda a certeza de que não me arrependi. Lost teve mais méritos do que defeitos – e talvez o erro crucial tenha sido essa propaganda de que os “produtores sabiam de tudo”. Essa premissa acabou se revelando mentirosa e só serviu para elevar as expectativas – que se transformaram em decepção para muitos.

Mistérios e Conflito – Lost teve o mérito de nos colar à televisão, talvez como nenhum outro programa. Isso se deve a dois fatores. Primeiro, pelos mistérios não respondidos, que nos obrigavam a botar a cabeça para trabalhar e criar nossas próprias teorias. Mas principalmente por que a série tinha CONFLITO.

No jargão literário, conflito NÃO significa briga, lutas, combate. Diz respeito a situações conflitantes em todos os níveis: religião x ciência, homem x natureza, sobreviventes x dharma, dharma x hostis, sobreviventes x fumaça, além dos conflitos internos de cada personagem.

Galera, uma boa história precisa de CONFLITO, e foi isso o que fez Lost ser um grande sucesso. O resultado do conflito é a TENSÃO, é o que nos fazia roer a unha aguardando o próximo episódio e imaginar qual seria o desenrolar de determinada trama ou situação.

Colcha de retalhos – Outro mérito foi a forma primorosa como os roteiristas encaixaram tantas referências da cultura pop, principalmente de peças dos anos 50, 60, 70 e 80. Não raro alguém chega para mim dizendo que a série foi “baseada” em determinado livro ou filme que viu. No meu caso, faço o incrível paralelo com o seriado Elo Perdido (década de 70), que conta a história de uma família que cai numa dimensão alheia ao espaço-tempo e fica presa em um loop temporal, o que a impede de voltar para casa. Também me lembra a série de jogos de computador Myst e Riven, com suas ilhas carregadas de eletromagnetismo e instruções em livros áudio-visuais.


NÃO FALTARAM RESPOSTAS, FALTOU COERÊNCIA

Agora os disparos. Guns blazing. Saiba o que me fez ficar decepcionado com o fim de Lost.

Incoerências – Falou-se muito na falta de respostas. Eu acho que os fãs na verdade não queriam respostas. Assim como eu, eles queriam ver uma história com COERÊNCIA, e isso realmente faltou.

Não era necessário, por exemplo, explicar o que era a fumaça (a explicação mística da quinta temporada já bastava). Não era preciso dar respostas óbvias, mas era imperativo, SIM, SUGERIR ideias que fizessem sentido.


Fumaça – Por exemplo, se Ilana falou que a fumaça só podia projetar a forma de gente morta, como ela assume a imagem de Walt? Se a fumaça não podia sair da ilha, como ela aparece para Jack no hospital, como Christian Shephard? E se não era a fumaça, por que o detector de fogo apitou? Ou será que Jack podia ver fantasmas, como o Hurley? Quando isso é sugerido?

A luz – E a luz. Por que os sobreviventes não conseguiam vê-la antes? Tudo bem que isso não precisava ser dito para o público, mas a incoerência é que os personagens iriam querer saber – e nem sequer perguntaram!

Cerca sônica – Mas a pior das incoerências ainda diz respeito ao “monstro”. Tudo bem a cerca sônica impedir o ingresso de uma criatura mística – bizarro, mas tudo bem. Agora, porque a maldita fumaça simplesmente não SOBREVOAVA a cerca?


Impossível destacar todos os “furos” que ficaram no caminho. Neste ponto, deixa a nova trilogia de Star Wars no chinelo.

ANÁLISE DAS TEMPORADAS

As respostas dadas na sexta temporada deixaram claro que a série seguiu o seguinte processo.

Primeira temporada – os produtores não sabiam o rumo que a série iria tomar, mas tinham uma linha-mestra, que provavelmente teria a ver com espaço-tempo e universos paralelos. Mais nada. Estabeleceu-se aqui uma identidade narrativa (flashbacks, conflitos, tensão, mistérios), que prosseguiria a mesma até o fim.


Segunda temporada – Para mim, a melhor. Aqui teve origem a mitologia de Lost, e os roteiristas começaram a definir que rumos a história tomaria. Foi criada a Dharma e introduziu-se novos personagens, como os sobreviventes da cauda. A escotilha foi a grande estrela deste período, bem como o conflito e o misticismo envolvendo “Os Outros”.

Terceira temporada – Sem data para encerrar a série, os produtores começaram a enrolar. O tema central escolhido para movimentar a temporada foi a Dharma e sua atividade na ilha. Aqui os roteiristas começaram a trilhar um caminho mais próximo à ficção científica, com as estações de pesquisa e as sugestões de viagem no tempo, incluindo o vídeo de orientação da Orquídea, lançado na ComicCon (veja aqui).


Quarta temporada – Definido que haveria seis temporadas, a tarefa agora era desenrolar o novelo e desatar os nós. Com a chegada da tripulação do cargueiro e a saída de alguns personagens da ilha, o programa tomou uma outra dimensão, com corporações por trás dos eventos, e assumiu uma linha mais mística, mostrando que a ilha também tinha poderes sobrenaturais no mundo exterior (impedindo que Michel se matasse, por exemplo).

Quinta temporada – Toda a quinta temporada foi um ensaio para levar os personagens ao ponto onde a sexta começaria. Aqui eles definiram como tudo ia terminar, e precisavam obrigar os heróis a sair de um ponto e chegar ao outro, a qualquer custo, resultando em situações improváveis. A decisão de explodir a bomba foi forçada ao extremo. Os outros 40 sobreviventes morreram, sumiram ou simplesmente foram esquecidos em meio aos saltos temporais (a exceção é Rose e Bernard). O que uma bomba de hidrogênio estava fazendo na ilha? Estava a bordo de algum navio? Não era qualquer navio de guerra que carregava bombas atômicas da década de 50. É possível? Sim, mas forçado.


SEXTA TEMPORADA – A tarefa de desfazer o novelo que não havia sido desenrolado em duas temporadas acabou jogada para a sexta. O resultado foram decisões fáceis e ridículas para problemas complexos. Exemplos. De todas as explicações para o Black Rock aparecer na selva, usaram a mais óbvia: um tsunami. A estátua gigante foi destruída pelo impacto de um navio de madeira (ahã?). Desmond sobreviveu à explosão da escotilha por ser “resistente ao magnetismo”. Como assim? Super-herói? E o Mr. Eko. E Charlie? Se fosse isso eles também teriam morrido, uma vez que estavam nos corredores quando tudo veio aos ares, e não fora da estação.

METÁFORAS #FAIL

A proposta de entender o fim da série como uma metáfora também não faz sentido. Antes, vamos entender o que é uma metáfora.

A metáfora pega uma situação concreta, do mundo real, que o espectador pode entender, e a lança à luz de um entendimento maior. Por exemplo, quando a Bíblia diz que devemos “separar o joio do trigo”, a mensagem serve para comunicar o agricultor da época que ele deve pegar o que é bom e se livrar do que é mal.


Não há metáforas no fim de Lost, pois não existem situações concretas. O que existem são teorias, que o público formula livremente, mas sem qualquer base no real.

Se QUALQUER TEORIA, sobre QUALQUER COISA pode se encaixar no final de Lost, isso não é bom, porque não há sugestões dos produtores sobre nada concreto.

Lost Valeu! - No final das contas, Lost valeu. Até mesmo a sexta temporada valeu. E valeu principalmente para a gente entender que às vezes o que vale não é o destino, mas sim a jornada para alcançá-lo.

LINKS

» Vídeo de orientação da Estação Orquídea
» Nerdcast 210 - LOST: 5 teorias antes do fim

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Porque a cavalaria foi a principal arma da Idade Média?

Clique na imagem para ampliar

A resposta é simples: por causa do uso do ESTRIBO, que era totalmente desconhecido pelos antigos romanos! Não adianta ter uma lança e, ao usá-la, ser arremassado para trás. O estribo deu apoio aos soldados e permitiu o nascimento da cavalaria medieval.

PARA SABER MAIS

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Filosofia Nerd com layout novo - pero no mucho

Galera,

Há muito tempo que eu queria dar uma melhorada no layout do Filosofia Nerd, não apenas pra deixá-lo mais agradável, como também para tornar mais prática a navegação.

Sábado me encontrei com o amigo Mario Cavalcanti (@mariocavalcanti), editor do site Jornalistas da Web e fera na personalização de blogs. Ele tentou me convencer a migrar para o Wordpress, mas eu disse que, para o que eu queria, umas poucas alterações já seriam suficientes.

O Filosofia Nerd não pretende, por enquanto, ser nenhum blog “profissional”, e sim apenas um espaço para eu descarregar as minhas ideias, textos e artigos. Assim, optei por uma mudança simples, que tornasse o acesso aos links e canais mais agradáveis.

Com isso, espero atualizar a página com mais frequência. Tentarei manter o ritmo de pelo menos uma postagem por semana.

Deixem aqui seus comentários com as críticas sobre o layout (ainda posso ajustar). Coloquei também uma enquete no lado esquerdo para quem acha mais rápido clicar do que escrever.

Espero que gostem :-)

sábado, 24 de abril de 2010

Dossiê Excalibur – Conheça as várias versões da lenda do Rei Arthur


Quem nunca ouviu falar da lenda do Rei Arthur e de sua espada mágica? Qual garoto nunca sonhou em ser um cavaleiro da Távola Redonda, lutar contra dragões e salvar belas donzelas indefesas?

Ao longo dos séculos, as célebres aventuras arturianas emocionaram e inspiraram milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas, como um mito inicialmente britânico foi capaz de tocar tanta gente, e por tanto tempo?

As lendas de Excalibur e do Cálice Sagrado não são apenas britânicas, são universais. Elas influenciaram imensamente toda a literatura ocidental e teceram as bases para a formação do caráter do herói como nós o conhecemos hoje.

JORNADA PAGÃ, HERÓI CRISTÃO

Em muitos aspectos, os trovadores medievais resgataram o estilo grego de contar histórias. Reaprenderam a clássica jornada do herói e voltaram a trabalhar com arquétipos – o guerreiro, a donzela, o mago, o pirata... esses modelos são tão antigos quanto Édipo e a Esfinge.

Mas o mundo medieval não abrigava mais uma sociedade pagã. Desta forma, o protagonista precisou ser reinventado. O herói deixou de ser o semideus helênico, inconseqüente e arrogante, para se tornar o guerreiro cristão, honrado e humilde.

Arthur acabou se tornando um desses novos heróis, um homem que, como muitos bretões, teve antepassados pagãos, mas deixou de venerá-los para aceitar os valores da Igreja.

O ARTHUR HISTÓRICO

Hoje, com as recentes descobertas arqueológicas, a idéia de um "Arthur histórico" vem ganhando força. A verdade, porém, é que sabemos quase nada sobre a face "real" do suposto monarca.

O principal fator que dificulta as pesquisas é a época em que Arthur teria vivido. Por volta do ano 500 d.C., a Bretanha e a maior parte da Europa Ocidental estavam mergulhadas no caos. A unidade do Império Romano havia entrado em colapso, e a Igreja ainda não era suficientemente forte para manter uma autoridade total. A maioria das cidades foi abandonada, as pessoas se mudaram para o campo e a muitas evidências e relatos foram perdidos.

Os historiadores acreditam que houve na Bretanha um homem importante chamado Arthur – provavelmente um general ou um rei – pelo simples fato de que, naquela época, muitas crianças foram batizadas com este nome. Vale lembrar que, até hoje, as pessoas têm o costume de dar aos seus filhos nomes de pessoas famosas.

Uma hipótese razoável sobre o Arthur histórico sustenta que ele foi um chefe militar chamado Artorius Riothamus, conhecido também como “O Último Romano”, uma figura que teria conseguido expulsar os invasores saxões (por algum tempo) e unificar os domínios da região.

ARTHUR DOS MITOS

Parece um consenso que quase ninguém (nem mesmo os britânicos) está preocupado se Arthur realmente existiu. O filme "Excalibur", de John Boorman, expressa esse sentimento de forma magnífica ao defender que o Rei e a terra “são um só”. Arthur, sua espada mágica, os cavaleiros, a távola e o Santo Graal existem como ícones imaginários, modelos, e não devem ser entendidos como elementos do mundo real.

Uma prova muito clara disso é que as lendas arturianas se passam em um cenário muito diferente àquele do ano 500. O palco dessas aventuras parece estar mais de acordo com um período posterior – a Baixa Idade Média (algo entre os séculos XI e XIV), época em que a própria lenda começou a ganhar força e popularidade.

O Arthur mítico se encaixa muito melhor em uma Europa fantástica, que só existe mesmo na imaginação das pessoas.

SÓ PARA RELEMBRAR

De acordo com a lenda, Arthur foi uma criança de sangue nobre que não tinha a menor idéia de sua verdadeira identidade. Certa vez, Uther Pendragon, obcecado por possuir a dama Igraine, esposa do Duque Gorlois da Cornualha, pediu ao mago Merlim que fizesse um encantamento que o tornasse igual ao duque.

Desta forma, Uther conseguiu ter sua noite com a moça, mas o feiticeiro exigiu um preço: o fruto de sua luxúria. Quando Arthur nasceu, então, Merlim veio buscá-lo, e o entregou ao cavaleiro Sir Ector para que fosse criado como filho adotivo.

Arthur cresceu como escudeiro de Ector. Aos 15 anos, enfim, ele encontrou a espada Excalibur e conseguiu removê-la da pedra, tornando-se assim rei legítimo.

Mais tarde, o monarca se casaria com Guinevere, seu único e verdadeiro amor, a mulher que iria trai-lo com o seu melhor amigo – Sir Lancelot.

Arthur sofreu, e com isso toda a terra adoeceu junto com ele. Iniciou-se assim a busca pelo Santo Graal, o Cálice Sagrado que traria a vida de volta ao rei e ao seu povo.

METÁFORAS E ALEGORIAS

Perceba que, como todo mito, as lendas arturianas são carregadas de alegorias.

A subtração do bebê Arthur por Merlim é uma metáfora que nos ensina que para tudo há um preço, especialmente quando estamos dispostos a ignorar a todos para alcançar nossos objetivos.

O Arthur escudeiro pensa ser um simples plebeu, mas na verdade possui aquele “algo especial”, que no caso é o sangue real. Como ele, nós somos pessoas comuns, somos seres humanos normais que vivemos constantemente tentando ser especiais. Em nossas histórias, somos sempre os heróis.

Quando sofremos uma grave ferida emocional, parece que não só nós, mas o mundo inteiro desaba, tal qual o reino de Arthur, assolado pela tristeza depois da traição de Guinevere.

Mas a busca ao cálice pelos cavaleiros da Távola Redonda nos mostra que podemos sempre encontrar amigos que nos ajudarão a trilhar a árdua jornada rumo ao Graal, o elixir que nos trará de volta à vida e restabelecerá nossas forças.

ARTHUR NA LITERATURA

Os mitos arturianos começaram a se popularizar já no século XII, mas a referência literária mais antiga e provavelmente a mais segura sobre o tema é o livro "Le Morte d'Arthur", de Sir Thomas Malory, publicado em 1485.

Visto aos olhos de hoje, Le Morte d'Arthur não é uma leitura aprazível. É um livro confuso e antiquado, mas é também um material precioso para estudiosos e curiosos.

Romances continuaram a ser lançados ao longo dos anos, em muitos idiomas diferentes, mas foi no século XX que coisa tomou proporções magnânimas.

Uma das séries mais célebres do nosso tempo é "As Brumas de Avalon", de Marion Zimmer Bradley, que explorou o ponto de vista feminino da saga.

Outra autora, Mary Stewart, contribuiu com uma trilogia dedicada a Merlim (A Caverna de Cristal, As Colinas Ocas, O Último Encantamento).

Mais recentemente, o escritor britânico Bernard Cornwell ficou famoso por recontar a lenda utilizando o prisma histórico e colocando o Rei Arthur no cenário “real” do século V.

ARTHUR NO CINEMA

O cinema também soube explorar a popularidade do tema. O melhor filme já feito sobre o Rei Arthur é sem dúvida "Excalibur" (1981), de John Boorman, uma bela homenagem ao mito.

Uma visão totalmente adversa pode ser conferida no razoável "Rei Arthur" (2004), o longa com Clive Owen e Keira Knightley que retrata Arthur como o guerreiro romano que ele realmente pode ter sido.

Outro filme mais voltado para o mito, porém menos fantástico, é "O Primeiro Cavaleiro" (1995), com Sean Connery e Richard Gere, livremente inspirado na obra do poeta francês Chrétien de Troyes (século XII).

Outras produções mais antigas também são digas de nota.

"Knights of the Round Table" (1953), com Robert Taylor e Ava Gardner, é outra visão baseada no livro de Malory.

A 20th Century Fox também lançou uma versão cinematográfica da história em quadrinhos do "Príncipe Valente" em 1954, uma película dirigida por Henry Hathaway.


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